Golpe do PIX e transferências não reconhecidas
Transferências feitas sob coação, por acesso indevido à conta ou após clonagem de aplicativo. Cabe pedido de bloqueio via MED e responsabilização do banco por falha de segurança.
Direito Bancário
Golpes do PIX, empréstimos não contratados, cartões clonados e descontos indevidos causam prejuízos que, na maior parte dos casos, podem ser revertidos judicialmente.
Atuamos na análise, na contestação e na reparação integral dos danos, em todo o Brasil, com atendimento 24 horas.
Tipos de fraude
Transferências feitas sob coação, por acesso indevido à conta ou após clonagem de aplicativo. Cabe pedido de bloqueio via MED e responsabilização do banco por falha de segurança.
Contratos assinados por terceiros em nome da vítima, muito comuns contra aposentados e pensionistas do INSS. É possível anular o contrato e reaver os descontos.
Contato por telefone ou WhatsApp pedindo senha, token ou transferência para 'conta segura'. A ausência de bloqueio de movimentações atípicas gera responsabilidade da instituição.
Compras presenciais ou on-line não reconhecidas na fatura. A contestação administrativa deve ser formalizada e, se negada, discutida judicialmente.
Contas abertas com documentos falsificados, gerando dívidas e negativação indevida em nome da vítima.
Seguros, assinaturas e tarifas debitadas sem contratação, com direito à restituição — em regra em dobro — dos valores cobrados indevidamente.
Criminosos se passam por advogados, cobram taxas antecipadas e prometem resultados rápidos sem processo real. Confirme sempre a inscrição na OAB e nunca faça pagamentos para contas pessoas.
Criminosos se passam por intermediários de empréstimos, financiamentos ou regularização de dívidas, cobrando taxas antecipadas para liberação de valores que nunca são depositados. Antecipar dinheiro a desconhecidos sem contrato e sem verificar a credibilidade do intermediário é o principal erro que leva ao prejuízo.
Mensagens ou e-mails que imitam bancos, Receita Federal ou sites de pagamento para roubar dados e senhas. A instituição pode responder quando a fraude ocorre por falha nos sistemas de segurança.
Criminosos enganam comprador e vendedor ao mesmo tempo: simulam uma negociação, enviam QR Code ou PIX falso, interceptam pagamento ou se passam por entregadores. Atenção redobrada com pagamentos antecipados, links de frete e contatos fora da plataforma.
Proteção
Golpes bancários estão cada vez mais sofisticados. Algumas medidas simples podem reduzir significativamente os riscos e ajudar você a identificar movimentações suspeitas com maior rapidez.
Adote estes cuidados:
A rapidez na reação pode ser decisiva. Ao identificar uma movimentação suspeita, entre imediatamente em contato com a instituição financeira, preserve comprovantes, extratos, mensagens, ligações e demais evidências relacionadas ao golpe.
A prevenção reduz riscos, enquanto a documentação adequada dos fatos pode ser fundamental para a análise das responsabilidades e das medidas jurídicas cabíveis em cada caso.
Analisar meu caso no WhatsAppPasso a passo
Não faça novas transferências nem forneça senhas: golpistas costumam manter o contato para ampliar o prejuízo.
Comunique o banco imediatamente pelos canais oficiais e exija número de protocolo de todas as ligações.
Peça o acionamento do MED (Mecanismo Especial de Devolução) quando o golpe envolver PIX.
Registre boletim de ocorrência, presencialmente ou pela delegacia eletrônica do seu estado.
Salve provas: extratos, comprovantes, prints de conversas, e-mails, SMS e protocolos.
Registre reclamação no Banco Central e no consumidor.gov.br para reforçar o histórico do caso.
Procure um advogado especialista em Direito Bancário antes de aceitar acordos que quitem seus direitos por valor inferior ao prejuízo.
Direitos e medidas
Fraudes, golpes e operações bancárias não reconhecidas podem causar prejuízos financeiros e comprometer o patrimônio do consumidor. Em determinadas situações, a instituição financeira pode ser responsabilizada pelos danos decorrentes de falhas na segurança de seus serviços, conforme o caso concreto.
Após a análise dos fatos e dos documentos, podem ser adotadas medidas judiciais e extrajudiciais para interromper os prejuízos, recuperar valores e proteger os direitos do cliente.
Entre as medidas possíveis estão:
Cada caso exige uma análise individualizada das operações realizadas, dos documentos disponíveis e das circunstâncias da fraude ou cobrança. A estratégia jurídica adequada depende das particularidades de cada situação.
Dúvidas frequentes
Na maioria dos casos, sim. O Superior Tribunal de Justiça firmou na Súmula 479 que as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos causados por fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito das operações bancárias. Havendo falha na segurança do serviço, o banco deve restituir os valores e pode ser condenado a indenizar danos morais.
Sim. Além do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, que permite ao banco bloquear e devolver valores em até 90 dias do golpe, é possível ajuizar ação judicial para responsabilizar a instituição quando houver falha de segurança, ausência de bloqueio preventivo ou movimentação atípica não detectada.
O prazo geral para pedir reparação de danos em relação de consumo é de 5 anos, contados da ciência do dano. Ainda assim, agir nos primeiros dias aumenta muito a chance de bloqueio e recuperação dos valores.
Solicite imediatamente ao banco o contrato e os documentos que embasaram a operação, registre reclamação formal com número de protocolo e não pague as parcelas apenas para 'evitar problemas'. Em contratos fraudulentos é possível pedir a declaração de inexistência da dívida, a devolução dos descontos e indenização por danos morais, especialmente em casos de descontos indevidos em benefícios do INSS.
Sim. O boletim de ocorrência é uma prova importante, embora não seja o único documento necessário. Ele deve ser somado aos extratos, protocolos de atendimento, prints de conversas e comprovantes das transações contestadas.
Quanto antes o caso for analisado, maiores as chances de bloqueio e recuperação dos valores. Atendimento 24 horas, presencial em Curvelo/MG e on-line para todo o Brasil.
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